O mal nosso de cada dia || Donald Ray Pollock

por Nilda de Souza

O mal nosso de cada dia, Donald Ray Pollock, Editora DarkSide Books é uma história extremamente perturbadora e violenta. Não é indicada para todos. 

É junção de fanatismo religioso, violência de todos os tipos, pedofilia, racismo, capacitismo. Tem muito mais. 

Mesmo com tudo isso, é impossível a gente não querer saber o destino de cada personagem, por mais vil que ele seja. Não, não tem como a gente torcer por alguém. Não há redenção. 

O diabo não tira folga nessa história. Os personagens são a representação dos piores seres humanos que caminham por aí. 

Se você acredita em algo, em alguém – Deus, deuses, deusas – peça proteção para que você nunca cruze com nenhuma pessoa que se pareça com os personagens dessa narrativa. 

O mal nosso de cada dia se passa no pós Segunda Guerra, nos Estados da Virgínia Ocidental e Ohio. São vários personagens, com a focalização se alternando entre eles. É preciso prestar atenção, pois a história vai se costurando. 

Willard Russell retorna da guerra, com traumas profundos. Ele se apaixona perdidamente por Charlotte. Eles se casam, tem um filho chamado Arvin. 

Os traumas de Willard o levam a um fanatismo religioso bizarro. Para piorar, Willard leva o filho junto.  Para a família Russell nem todas as orações irá impedir o fatalismo do destino. 

Os outros personagens são: os primos Roy e Theodore; o xerife Bodecker; o casal Sandy e Carl; o pastor Teagardin. 

Mas a história desses personagens vou deixar para vocês conferirem. 

Como eu já disse, O mal nosso de cada dia é perturbador, porque traz a face mais cruel do ser humano. Ela mexe com as entranha da imundice humana. Não tem como a gente sair imune. 

Eu relacionei com o que ocorre todo dia: do racismo, do capacitismo, da hipocrisia das religiões. 

Você já viu o filme? Eu quero fazer um post falando das duas obras. Não sei se consigo. Se você ainda não viu, veja. Vale a pena. É leia o livro! Só lembre do aviso no início da resenha, sobre os conteúdos sensível. 

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2 comentários

Laura Militão setembro 25, 2020 - 10:15 pm

O livro parece, realmente, não ser uma leitura para todos, ser uma história difícil de digerir. Tenho lido muito sobre ele recentemente, e estou com muita vontade de comprar. Acho que vai ser uma história que vou levar um tempo para conseguir ler, mas a cada resenha a minha curiosidade aumenta ainda mais.

Beijos, blog Mais um Capítulo . ♥

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Nilda de Souza setembro 29, 2020 - 9:47 pm

É um livro perturbador, porque é mostra a face feia do ser humano, sem cortes, sem filtro.
Acho que é necessário histórias assim, mais viscerais.

Beijos

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