O Príncipe Cruel || Editora Galera Record

por Nilda de Souza

Eu eu fiz a releitura de de O Príncipe Cruel, Holly Black, na leitura coletiva da Galera Record (tem resenha aqui). E como foi bom revisitar essa história e perceber aspectos que eu havia deixado passar na primeira leitura. ⁣

Essa fantasia tem todos os elementos para agradar o público jovem. Acho muito importante que jovens leitores tenham acesso a histórias que problematizam questões políticas, sociais e ideológicas. ⁣O gênero fantástico está cheio de histórias assim. ⁣

O Príncipe Cruel tem romance, tem intrigas palaciana, tem brigas e traições pelo poder. E tem tomada de poder. Tudo isso num mundo mágico de fadas. ⁣

Para mim, o que mais se destaca nessa narrativa é a personagem Jude, uma humana vivendo num mundo que a discrimina, que a trata mal e que é muito violento. ⁣

Há nessa história há dois romances um tanto quanto conturbado – Jude com o príncipe Cardan e Taryn e Locke. Eu confesso que fico sempre com um pé atrás com esse tipo de desenvolvimento de personagens. Acho perigoso, pois há uma linha tênue para descambar para romance tóxico.⁣

Questões que eu acho fraca nessa história é a ambientação, por ser econômica na descrição. O sistema de magia dos seres, das fadas, que é pouco elaborado. Mas eu entendo que narrativas assim agradam o público alvo justamente por não se deter em detalhes que podem deixar a história maçante. ⁣

E agora com a continuação entre nós, eu não poderia deixar de ler. Li O Rei Cruel e a resenha já está pronta. Já adianto que Cardan destruiu meu coração. ⁣

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