Drácula | Bram Stoker | Editora DarkSide

por Nilda de Souza

Drácula, Bram Stoker,  é um clássico gótico que eu deveria ter lido há muito tempo. Que história sensacional. Eu adiei a leitura por muito tempo porque achava que seria maçante, devido a narrativa ser em forma diários e cartas.

Drácula é um daqueles personagem que não precisa mais ser apresentado. Quem não conhece a história do Conde da Transilvânia. Mas devo confessar que algumas coisas na história original não é exatamente como eu conhecia, pois meu conhecimento vinha de adaptações. 

Drácula não é uma história com muito sangue e luxúria, como eu achava. Devo dizer até que me afeiçoei ao Conde. Acho que ele só queria sobreviver. Até os monstros precisam viver.

Outro ponto diferente do que eu achava é que o Conde não é o participante ativo das ações. Ele fica oculto a maior parte da narrativa. É a caçada a ele e a busca por entender o que ele é que dão impulso à ação.

E tudo começa quando Drácula busca um escritório de advocacia, com o intuito de que cuidar da compra de um imóvel, para que ele possa se mudar para Londres.

O escritório envia o jovem proeminente advogado Jonathan Harker. Ele viaja para o extremo Leste Europeu e se depara uma população supersticiosa, o que já vai dando clima do ambiente que ele encontrará no castelo do conde.

Drácula um personagem fascinante

Chegando ao castelo, Harker encontra  um anfitrião excêntrico, num ambiente extremamente sombrio. Logo ele passa de convidado a prisioneiro. Eu não teria entrado no Castelo de forma alguma.

Drácula consegue se mudar para Londres e é aí que tudo começa de verdade. Em Londres temos a adição de novos personagens. Mina Murray, casada com Jonathan Harker, uma personagem extraordinária. Ótima em fazer deduções e elaborar planos; Lucy Westenra, amiga íntima de Mina, vítima de Drácula; Dr. John Seward, fundamental para a compreensão do que é Drácula; Dr. Van Helsing, professor e amigo de John, a peça mais importante da caçada ao conde; Arthur Holmwood, noivo de Lucy; Quincey Morris, um jovem texano apaixonado por Lucy.

 A caçada ao conde é frenética. Os planos elaborados e as descobertas sobre sua natureza ocorre de uma forma muito eficiente. Os personagens não inteligentes, principalmente Van Helsing e Mina.

Outro ponto interessante é o uso de dados históricos, o que imprime um ar de veracidade. 

O que eu menos gostei é que todos os homens tratam Mina com um cuidado excessivo, quando na verdade ela era a mais forte de todos. Há um machismo irritante, o que dá para relevar é que a obra tem bons momentos de igual de gênero.

“– Ah, a magnífica madame Mina! Ela tem o cérebro de um homem… um cérebro que, fosse o de um homem, faria dele um sujeito brilhante… e o coração de uma mulher.”

Lendo esse trecho acima e fiquei com muita raiva.

Por fim, devo dizer que essa edição da Darkside é a coisa mais bela. Esse amarelo, que faz referência a primeira edição, me encanta. Tem também muito conteúdo extra, que são fundamental para entendermos a obra. 

Essa leitura faz parte do meu projeto Vertentes do mal – lendo clássicos de terror. Meu objetivo é ler 12 livros durante o ano.

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1 comentário

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