O aprendiz de assassino | Robin Hobb

por Nilda de Souza

O Aprendiz de Assassino traz a história de um menino bastardo, largado pelo o avô materno, aos seis anos, na porta do castelo para ser criado pelo pai, Chivalry, o príncipe herdeiro. O pobre do menino fica aos cuidado do mestre dos estábulos, homem de confiança o príncipe.

O narrador de O Aprendiz de Assassino é o próprio garoto bastardo, já adulto (idoso?). Ele conta suas memórias. Então o leitor pode concluir que talvez seu relato não seja o mais confiável. O próprio narrador saliente que ainda carrega mágoas, e isso, com certeza, influência na forma de ver as coisas.

Nos primeiros anos no castelo, Torre do Cervo, o menino fica a maior parte do tempo meio que largado, fazendo serviços no estábulo, ainda por cima sendo odiado por todos. Até que um dia o rei decide que o melhor para o reino é que ele se torne aprendiz de assassino. Uma forma de controle. 

Quase toda a narrativa foca nesse aprendizado: as aulas, os professores, a rotina de aprendizado. É a jornada do herói que a gente já conhece bem, com falhas e acertos no caminho de crescimento do herói.

Esse garoto, que deram o nome de Fitz, tem um talento, uma magia que não é explicada. Um dom que se torna fundamental para sua sobrevivência. Ele também vai receber treinamento para usar o talento. Só que não do modo adequado no início.

Já fazia um tempo que eu queria iniciar a leitura dessa série – A saga do Assassino. Então aproveite que a Suma está com novas edições para iniciar a leitura.

Eu esperava bem mais desse primeiro livro. Eu sei que todo início de série é meio morno, que é o momento de ambientar o leitor no universo criado. Mas ando meio que sem paciência para muita enrolação.

Não estou dizendo que a escrita da autora é ruim. É uma escrita consistente. E é isso que salva. Outra coisa que ajuda a narrativa é que a gente cria empatia pela menino bastado, sem nome, largado pela famílias, tanto da mãe, que a gente não não sabe nem quem é, quanto pela família do pai. Além disso, Fitz é extremamente inteligente. É fácil a gente gostar dele. 

Como todo reino, a família do pai só se preocupa com o poder, e em quem vai assumir o reino. E estão o tempo todo tramando uns contra os outros. Acho que essa parte política vai ficar mais interessante no próximo livro. 

O reino é dividido em ducados – Seis Ducados – e, para complicar as coisas, há invasões de salteadores  dos navios Vermelhos, que praticam um tipo de lavagem cerebral nos reféns, que chamam de forjamento. Não posso negar que estou curiosa para saber mais sobre a magia, o tal talento, mas ainda não sei se vou seguir com esse série. 

Dos personagens secundários, dois merecem destaque: Burrich, mestre dos estábulos, o cuidador do Fitz;  Chade, o professor que ensina como se tornar assassino. Os dois têm papéis importantes na vida do bastardo. De certa forma, eles são a família dele.

 

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