Lua Noite e Dia || André Neves | Luciano Pontes | Fábio Monteiro

por Nilda de Souza

Lua, Noite e Dia traz duas narrativas poéticas que aquecem nossos corações e desperta nossa sensibilidade. As ilustrações são tão, tão perfeitas. Eu pego o livro e fico olhando com o coração aquecido com toda a magia que erradia das páginas.

Lua, Noite e Dia foi concebido de uma forma curiosa. André Neves tinhas feitos as ilustrações há muito tempo, mais ainda não havia o texto verbal. Num encontro com os amigos Fábio Monteiro e Luciano Pontes, André propõe que eles escrevam narrativas possíveis para as ilustrações. É assim que temos duas histórias. A primeira de Luciano, a segunda de Fábio.

Na primeira história temos os personagens Noite e Dia, que viviam juntos, brincando felizes, mas o tempo dos dois era diferente, já não se viam com tanta frequência. Algo nunca mudou entre os dois: Noite achava beleza no Dia. E Dia se encantava com a Noite. Será que Noite e Dia ainda se encontram para brincar?

A segunda narrativa fala de um lugar, um lago que alimenta o tempo. Pessoa, o personagem, criava desejos no lago. Pessoa cria uma outra pessoa, Noite e Dia.

A combinação de opostos

Essa narrativa fala do tempo, dos sonhos e desejos.  O mais interessante é que o Pessoa aqui pode ser um dos muitos Pessoas de Fernando Pessoas.  Eu achei genial essa conversa com Fernando Pessoas. Tem histórias que a gente diz: que momento mais feliz e inspirado o autor teve. A gente só pode dizer: obrigada, autores, tecedores de sonhos, de magia!

Eu gosto muito do jogo dos opostos: noite e dia, claro e escuro. Nas duas narrativas esse recurso foi usado de forma magistral, tanto pelo texto verbal como pela conjugação com as ilustrações. O efeito de sentido nos toca profundamente.

Não me pergunte qual das narrativas eu gostei mais, pois não sei te responder. As duas têm seus encantos.  Lua, Noite e Dia é mais uma edição linda da Editora Paulinas.

Nós aqui somos leitores dos livros do Fábio – Histórias sopradas em vento A menina que contava |  Sertão

De André Neves, já lemos Lino, Tombolo do Lombo e O Colecionador de chuvas

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