Resenha || Aumentei, mas não menti | Editora Paulinas

por Nilda de Souza

Quem aqui gosta de cordel?  Ou quem já leu mas não gostou muito das características? Ou quem nunca leu? Eu confesso que o último cordel que eu havia lido já fazia um muito tempo. Para minha alegria e encantamento acabei de ler Aumentei, mas não menti,  uma edição em formato de livro. Os cordéis que já tive acesso foram aquele em folhetos, estilo original. A edição da Aumentei, mas não menti é muito bonita, com cores vibrantes, como vocês podem ver nas fotos. As lindas xilogravuras são de Nena Borges, Silvio Borges.

Aumentei, mas não menti traz duas narrativas. A primeira é baseada do mito da criação da noite dos povos Tupi, coletada e publicada pelo General Couto de Magalhães, em o O Selvagem, em 1935. Já a segunda é baseada no mito da criação dos rios da Ilha do Marajó, relatada pelo Índio Aruã, Severino dos Santos, ao naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, no ano de 1783.

Uma pausa aqui para contextualizarmos a literatura de cordel. O cordel foi trazido para nossa terra pelos portugueses, ainda no século 19. A literatura de cordel é uma narrativa poética popular com métricas e rimas perfeitas ou quase perfeitas.

Ainda sobre a literatura de cordel. Vocês sabiam que  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu, em 2018, a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Muito legal!

Aumentei, mas não menti é um livro incrível. A leitura é rápida e agradável. A primeira narrativa eu já conhecia, então foi conexão instantânea. É um livro ideal para quem quer proporcionar aos pequenos leitores contato com a nossa rica cultura popular, com a nossa mitologia.

 

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